quinta-feira, 17 de maio de 2012

Atualidades 8 - A "volta" da Legião Urbana

Em 11 de outubro de 1996 por volta das 10:00h da manhã eu estava deitado no meu sofá assistindo Os Simpsons na televisão quando sou surpreendido pelo sempre temeroso plantão da rede Globo de televisão, estava certo que havia falecido a atriz e modelo Cláudia Liz que passava por uma séria complicação de saúde devido a uma cirurgia de lipoaspiração, me sentei para prestar mais atenção e vejo a Fátima Bernardes anunciando “ foi confirmado há pouco a morte do cantor e compositor Renato Russo, líder da Legião Urbana, Renato faleceu em decorrência do vírus HIV, ele deixa um filho Giuliano de seis anos”.

Esse é um exemplo daqueles episódios que acontecem na história e que te machucam tanto que te faz lembrar exatamente dos detalhes no momento do ocorrido, assim como muitos devem lembrar o que estavam fazendo quando souberam da morte do Senna ou dos Mamonas Assassinas, mas é a morte do Renato Russo que para mim é a mais marcante, não sou da “geração coca-cola”, eu tinha apenas 12 anos naquele dia, mas já era um fã, um mini fã, talvez eu nem entendesse direito o que ele queria dizer, mas sabia pela reação das pessoas que havia algo bonito sendo dito.
Hoje os jovens da “geração coca-cola” tem em torno de 40 anos, sem dúvida são capazes de apontar uma música da Legião Urbana que se encaixe com algum momento da vida, mas a banda alcançou aqueles que hoje têm por volta de 30, 20 e até 10 anos, pois a música é atemporal, o Reanato morreu, a poesia ficou. Feliz do país e da geração que tem um artista com algo a dizer, eles são cada vez mais raros.
A Legião Urbana acabou naquele dia 11 de outubro de 1996, seus discos passaram a vender ainda mais, sua contribuição na música brasileira lhe dá o direito, sem exageros, de ser considerada a maior banda da história desse país, o fim da ditadura, a redemocratização, o fora Collor, os conflitos sociais e as angústias da juventude, foram acontecimentos narrados e “aconselhados” por Renato Russo, dezesseis anos após o fim a celebração em torno da banda ainda é muito grande.

Para relembrar a banda a MTV está organizando uma “volta” aos palcos da Legião Urbana, com uma ideia bastante original os remanescentes da banda Dado Villa Lobos e Marcelo Bonfá junto com a rede de televisão escalaram o fã e talentoso ator Wagner Moura para ser o vocalista, a ideia não é substituir Renato Russo, mas sim, dar oportunidade para um fã representar tantos outros que poderiam estar ali.

No mês de junho o projeto de atualidades também celebra essa volta, e convidam todos, pré-adolescentes, adolescentes, jovens, adultos, qualquer faixa etária para contar qual sua música favorita ou uma história sua com a Legião Urbana.
G1 – Qual a história dos integrantes da Legião Urbana antes e durante a banda? Uma breve biografia de Renato Russo, Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha, além dos episódios mais marcantes da banda.
G2 – Qual a relação de Renato Russo com sua geração? Como as ideias do líder da banda influenciaram a juventude no seu comportamento político, social e sentimental.
G3 – A carreira de Wagner Moura. Em quais momentos da carreira do ator seu trabalho encontra as músicas da banda Legião Urbana? Existe alguma experiência musical no artista?

G4 – Os discos líricos e introspectivos: o grupo irá fazer uma análise do momento do Renato da banda e do Brasil e comparar com o conteúdo dos discos, Dois, As Quatro Estações, V e A Tempestade.
G5 – Os discos reflexivos e críticos: o grupo irá fazer uma análise do momento do Renato da banda e do Brasil e comparar com o conteúdo dos discos: Legião Urbana, Que País é Esse?, Descobrimento do Brasil e Uma Outra Estação.
G6- A Legião pós Legião, o que aconteceu com a banda e seus integrantes nesses dezesseis anos que separam a morte de Renato Russo em 1996 ao palco do Espaço das Américas no dia 29 de Maio de 2012


Legião Urbana 1991

"Legião Urbana" 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Atualidades 7 - Cultura Indie


Ainda é difícil classificar o que é “Indie”, no meio musical a palavra deriva de “independente” classificando bandas que optaram por produzir discos longe das grandes gravadoras para manter sua liberdade criativa, porém, aos poucos as barreiras do gênero musical foram sendo ultrapassadas e ganhando o cinema, teatro, artes plásticas, várias manifestações artísticas.

Dessa maneira o estilo musical virou um estilo de vida, uma cultura, jovens do mundo inteiro (inclusive do Brasil) passaram a cultuar esse estilo que procura romper com padrões, ser diferente do senso comum, mas diferente do punk, não manifesta essa diferança no comportamento e visual, pois isso também é comum. O indie ganhou espaços como bares, galerias, casas de shows, etc. Mudou o comportamento juvenil das grandes cidades, os jovens passaram a ser o foco das atenções no mercado e na cultura.

Atualmente o Indie é revisitado, ganhou uma importante repercussão nos anos 2000 através da música, bandas como The Strokes e Franz Ferdinand fizeram do estilo o mais importante da última década dentre os inúmeros estilos do rock. A cidade de São Paulo, berço da cultura Indie no Brasil, ganhou novos festivais do ritmo e consequentemente novos adeptos. Mas afinal é possível classificar o Indie como um importante agente cultural da sociedade nos primeiros anos do século XXI?

ATENÇÃO – Como todos sabem estamos mudando um pouco a maneira de trabalhar o projeto de atualidades para transformar os conhecimentos produzidos cada vez mais dinâmicos e aprofundados, por isso, os temas que estarão sendo direcionados essa semana estão em forma de perguntas, isso não quer dizer que basta responde-las para obter uma boa pesquisa, é necessário ir além das propostas. Boa pesquisa para todos.

G1 – O que é cultura Indie? Além da música fale um pouco sobre suas outras formas de manifestação, na moda, cinema, estilo jovem, etc. Qual a história desse gênero cultural.
G2- Como o Indie se manifesta em São Paulo? Por que a cidade é a única no Brasil a captar essa cultura juvenil? Qual a participação da Rua Augusta nesse contexto? Como atua politicamente um jovem de estilo indie?
G3 – Indie na música: qual a origem desse estilo musical dos seus primórdios aos anos 80? Quais as principais bandas do estilo nos seus primeiros anos?
G4 – Qual o atual cenário do estilo indie na música? Quais as principais bandas que surgiram no período chamado “retomada do Indie” nos anos 2000 e as bandas da novíssima geração?
G5- Qual o cenário musical nos anos 90 nesse estilo? Explique as bandas expoentes dessa década e a consolidação da cultura no gênero.
G6 – No Brasil qual a história da cena musical Indie? Faça um panorama dos anos 80 aos dias de hoje do estilo no Brasil.

Anos 70 - Cena Indie Musical - Joy Division


Anos 80 - Cena Indie Musical - The Smiths


Anos 90 - Cena Indie Musical - Pavement


Anos 2000 - Cena Indie Musical - Franz Ferdinand


Anos 2010 - Cena Indie Musical - Foster the People

domingo, 6 de maio de 2012

Trabalho Trimestral - 6ºAno

História – Debate sobre as antigas civilizações

Cada grupo irá defender a importância das contribuições culturais da sua civilização.

Grupos 6ºA
G1 – Mesopotâmia
G2 – Egito
G3 – júri
G4 – Fenícios
G5 – Hebreus
G6 – júri

Grupos 6ºB
G1 – Mesopotâmia
G2 – Egito
G3- Hebreus
G4 – Fenícios

Geografia – Desastres Naturais
Cada grupo irá apresentar um acontecimento histórico causado por um fenômeno natural da hidrosfera, atmosfera e litosfera. É necessário expor causas, consequências e como aconteceu o desastre. As apresentações deverão ser feitas em slides com o maior número de fontes audiovisuais possíveis como, por exemplo, reportagens e fotos do ocorrido.

Grupos 6º A e B

G1 – Enchentes no Rio de Janeiro 2008
G2 – Terremoto no Haití 2010
G3 – Tsunami no Japão 2011
G4 – Tsunami no Sudeste Asiático 2004
G5 - Ciclone de Nargis em Mianmar 2008
G6 – Furacão Katrina nos EUA 2005

Filosofia – "O mundo de dentro da gente é maior que o mundo de fora da gente"
(em breve informações sobre o trabalho)

Datas: 6ºA
História: preparação 19/06 e debate 20/06
Filosofia: entrega 20/08
Geografia: apresentação 22/08

Datas: 6ºB
História: preparação 21/06 e debate 22/06
Filosofia: entrega 17/08
Geografia: apresentação 20/08

Trabalhos trimestrais 7º Ano

Trabalhos trimestrais 7º Ano
História – Debate sobre as instituições da Idade Média
·         Igreja Católica
·         Renascimento
·         Reforma Protestante

Cada grupo vai apontar as principais mudanças na história apontando erros e acertos durante a Idade Média das instituições pesquisadas, defendendo sua instituição.

7ºA
G1 e G2 – Reforma Protestante
G3 e G4 – Igreja Católica
G5 e G6 – Renascimento

7ºB
G1 e G3 – Reforma Protestante
G2 e G4 –Renascimento
G5 e G6 – Igreja Católica

Geografia – Espaço Urbano de São Paulo

Cada grupo irá pesquisar aspectos da geografia e história de São Paulo

G1 – História de São Paulo de 1554 até 1900
G2 – História de São Paulo de 1900 até 2012
G3 – Geografia de São Paulo: aspectos físicos, sociais, políticos e econômicos.
G4 – Cultura de São Paulo: tradições e manifestações artísticas
G5- Pontos turísticos e região metropolitana
G6 – Principais problemas da cidade e seus melhores aspectos.

Filosofia - Apresentação sobre o saber racionalista e o saber empirista.

 Em que você confia mais: no que observa e percebe por meio dos cinco sentidos ou no que pensa e descobre por meio do raciocínio?

Cada grupo irá apresentar através de um objeto as duas formas de se aprender e refletir sobre qual o grupo acha mais correto.

Datas:  7ºA

História: preparação 20/06, debate 22/06
Filosofia: 17/08 todos os grupos
Geografia: 20/08 G1, G2, G3 e G4 – 22/08 G5 e G6

Datas 7ºB

História: 22/06 preparação e debate
Filosofia: 14/08 todos os grupos
Geografia: 17/08 todos os grupos

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Trabalho Trimestral 8º Ano

Trabalhos trimestrais 8º Ano
História – Capitalismo, Socialismo e Anarquismo uma disputa cultural.
 Nesse trimestre o foco do nosso conteúdo é o nascimento das ideologias capitalista (liberalismo), socialista (comunismo) e anarquista, como já conversamos em Geografia essa disputa ganhou notoriedade a partir da Guerra Fria na década de 50, ultrapassou as barreiras do meio político e econômico, ganhando o campo cultural e chegando literalmente a lua. Esse conflito será abordado pelos alunos pela via cultural, trazendo como fonte para debater a disputa ideológica a música, o cinema, teatro, literatura, teledramaturgia, artes plásticas, entre outros. Cada grupo terá uma década de pesquisa.
8ºA
G1- década de 50
G2- década de 60
G3 – década de 70
G4 – década de 80
G5 – década de 90
G6 – década de 2000

8ºB
G1 – década de 60
G2 – década de 70
G3 – década de 80
G4 – década de 90

É importante conceituar um paralelo histórico para cada pesquisa.
Geografia – História e Geografia do Brasil
Depois de pesquisarmos vários países da América Latina o foco agora é o Brasil, os grupos estão divididos nas mesmas décadas da pesquisa de história, e na apresentação deve obrigatoriamente constar:
·         Principais acontecimentos históricos da década.
·         Situação política, econômica e social.
·         Manifestações artísticas na década. (produção cinematográfica, musical, literária, entre outros).
·         Produção televisiva e publicitária (comerciais) 

Cada grupo deverá fazer um panorama sobre o Brasil na sua respectiva década.

Filosofia – Falta de respeito aos direitos e liberdades

Trabalho 1 -Cada grupo vai procurar uma manifestação de direito e liberdade garantida pela constituição, através de alguma fonte, jornalística, cultural, política, entre outras, o grupo vai argumentar se essa liberdade é respeitada ou não pela sociedade, em seguida o grupo irá apontar soluções para a garantia dessa liberdade constitucional.
ATENÇÃO: é importante que a utilização das fontes seja diversificada, ou seja, uma fonte que denuncia e outro que não respeite os direitos e liberdades previstos na constituição.

Trabalho 2 - Como fizemos em sala de aula cada grupo vai procurar um trecho de filme de seu gosto e uma música nacional para dar sequência a cena, a única obrigatoriedade é o filme e a música terem como tema "relações afetivas" como os dois filmes trabalhado em sala de aula, após a junção das fontes o grupo terá que fazer a análise filosófica da produção.

Todas as apresentações serão de intercâmbio, ou seja, a turma da tarde apresenta no período da manhã e vice-versa.

Geografia
8ºA – 08 de Agosto – Quarta feira das 13:20 ás 15: 55 – 20 minutos cada grupo (segue o mesmo horário para todas as apresentações)
8ºB – 07 de Agosto – Terça feira das 11:10 ás 12:50 – 20 minutos cada grupo (segue o mesmo horário para todas as apresentações)
Filosofia
8º A – 15 de Agosto – Quarta feira
8ºB – 14 de Agosto – Terça feira
História
8ºA – 22 de Agosto – Quarta feira
8ºB  - 21 de Agosto – Terça feira

Trabalhos Trimestrais do 9º Ano


9ª A – Seminários de História e Geografia
                
G1 -Diálogo entre as ciências e a arte
       ·         Exposição de diversas manifestações artísticas que trazem o diálogo entre ciências e arte e análise do diálogo
       ·         Análises dos filmes Blade Runner, Sinais e Homem do futuro. Comparação dos filmes

G2 - Estudos dos movimentos corporais na arte
         ·         A história dos Musicais da American way of life ao atual “boom” brasileiro. As principais produções em cartaz no Brasil (ficha técnica e sinopse). A cena inglesa elogiada pela crítica e criticada pelo público.
         ·         Uma comparação das produções de dança e musicais no Brasil, análise e comparação dos aspectos artísticos e comerciais. Exposição dos principais grupos de dança no Brasil

G3 - Língua estrangeira na arte
         ·         A produção de versões musicais, explorar uma quantidade de músicas internacionais que ganharam versão no Brasil, fazendo uma análise da carga interpretativa e tradução “ao pé da letra”.
        ·         As diversas formas de reproduzir Shakespeare. O cinema, quadrinhos, músicas, telenovelas reproduzem de maneira fiel o texto? Existe um limite entre a livre interpretação e a reprodução do texto?

G4 - Artistas brasileiros na Europa
          ·         Indústria cultural brasileira, por que o grande mercado brasileiro não atende talentos que se destacam fora do país? Quais interesses a indústria atende comerciais ou culturais?
         ·         Pesquisar artistas que se destacaram lá fora: Cansei de ser sexy, Alice Braga, Os gêmeos, Litle Joy e Romero Britto. Vida, obra é o que difere sua carreira no exterior para o Brasil. 

G5 - Língua portuguesa nos quadrinhos
         ·         Apresentar um panorama das várias manifestações em que o livro O Pequeno Príncipe foi produzido. Expor a obra e suas diferentes interpretações.
        ·         A história dos quadrinhos no Brasil, dos anos 80 aos dias de hoje os quadrinhos no Brasil se popularizou e consolidou como um dos países mais ricos nesse gênero, expor essa história com os principais acontecimentos e autores.

G6 - Razão e emoção no cinema
       ·         Interpretação com exposição de cenas do filme 500 dias com ela, análise e comparação com alguma música.
       ·         Interpretação com exposição de cenas do filme Apenas o fim , análise e interpretação de música.
 
9ª B – Seminários de História e Geografia
G1 – o rock no período da redemocratização
·         O rock alternativo também protesta: as referências democráticas na cena paulistana dos anos 80
·         Interpretação do aspecto político e da geração nas músicas da Legião Urbana
G2 – Filme céu de outubro
·         As áreas de conhecimento que podem ser trabalhadas no filme
·         Outras manifestações e filmes que podem ter a matemática como foco
G3- Autorretrato uma analise artística e psicológica
·         Andy Warhol, uma análise interpretativa de sua obra.
·         Levantamento de autorretratos e vida pessoal de seus autores
G4 – Desigualdades sociais nas fotografias
·         Comparação de quadros do Portinari e fotos de Sebastião Salgado – análise do material em relação à desigualdade
·         Outras manifestações artísticas que trabalham a desigualdade e análise das mesmas.
Atenção: todos seminários são com foco nos temas de TCEF, porém, é necessário o diálogo entre grupos e orientadores para o desenvolvimento da pesquisa do mesmo.
Entregas: todas as apresentações serão de intercâmbio, ou seja, a turma da tarde apresenta no período da manhã e vice-versa.

9ºA Primeiro Seminário 26/06 - 15:05 ás 17:10 - Todos os grupos - Terça
9ºB Primeiro Seminário 26/06 - 09:05 ás 22:10 - Todos os grupos - Terça

Segundo Seminário - 21/08 - Terça - Todos os grupos e os mesmos horários.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Uma conversa filosófica sobre Truffaut, Belle & Sebastian, religião e questões juvenis.

Um clipe de uma música voltada para o público infantil não parece em nada um convite para uma discussão filosófica, não é verdade? Não podemos subestimar nenhuma fonte artística na filosofia, ainda mais quando essa fonte se trata de uma poesia de Arnaldo Antunes, idealizada e produzida pela banda Pequeno Cidadão formada pelo próprio Arnaldo com Edgar Scandurra, Antônio Pinto e Taciana Barros e transformada em animação pelo designer Adams Carvalho, uma referência no gênero. Vamos ver o vídeo para entender a discussão.





Esse clipe é coberto por referências filosóficas que merecem uma análise mais cuidadosa, vejamos:
Primeiro é importante analisarmos os personagens, Sol e Lua.
O Sol: trata-se de um jovem rapaz de feições emocionais não muito bem definidas, ora animadas e esperançosas, ora decepcionadas e tristes. No momento em que precisa ficar só para pensar, o Sol recorre à audição de um LP dando uma noção de personagem nostálgico e romântico.
A Lua: se o Sol recorre há um LP a Lua ouve um CD, mais moderno e objetivo, suas feições no clipe são sérias, serenas e frias, revelando um comportamento racional.
Para saber mais sobre a personalidade dos personagens o clipe recorre para alguns elementos do mundo pop, por exemplo.
No quarto do Sol é constantemente mostrado dois pôsteres, um é do filme “Os Incompreendidos” do diretor francês Fraçois Truffaut. Trata-se da história de Antoine Doinel, menino que tem sua educação negligenciada pelos pais e procura através de seus atos chamar atenção dos que estão a sua volta, se o menino se mostra questionador perante os padrões pré-estabelecidos da sociedade ele se revela doce no seu intimo, como qualquer jovem, cheio de medos e angústias não compreendidas por aqueles que os condena. O Sol nosso personagem se sente incompreendido pela ciência, Lua, vento, entre outros e procura provar que esse amor é possível, apesar dos empecilhos físicos que os separam.
O outro cartaz faz referência à banda Belle & Sebastian, a banda liderada por Stuart Mordoch é conhecida pelas letras com histórias desoladoras de meninos que se apaixonam por garotas e não são correspondidos amorosamente, o fato de serem românticos e sofrerem pelas meninas faz com que eles não sejam compreendidos por outros garotos sem o mesmo apelo emocional.
No quarto da Lua há dois cartazes, das bandas Joy Division e Sonic Youth. A primeira é conhecida pela melancolia de seu vocalista Ian Curtis que se suicidou aos 23 anos por depressão, Ian manifestava essa tristeza em suas letras, transformando a banda em ícone da poesia melancólica. A segunda banda o Sonic Youth, parte do mesmo sentimento, porém, com uma reação distinta, suas letras desistem do amor ao ponto de ignorá-lo, dar as costas e dizer adeus. Ambas tem um ponto incomum, desistiram do sentimento por experiências que trouxeram desilusão, traço nítido na personalidade da Lua que não quer se envolver novamente.  
O final do clipe lembra o final do filme “500 dias com ela”,com um roteiro muito semelhante esse filme também traz referências de Joy Division e Belle & Sebastian, parte de uma ideia de que o amor pode nunca ser correspondido, mas sempre haverá amor, rompe com o senso comum do amor perfeito, mas mostra que apesar de nunca ser perfeito ainda sim é amor.

A relação e as consequências: a maçã e o eclipse
Importante norteador da discussão filosófica do filme é a maçã. A maçã aparece no clipe no mesmo momento em que a letra da música diz “O sol pediu a Lua em casamento”, podemos pensar na maçã como o símbolo de uma união, na teoria criacionista a maçã uni dois mundos proibidos, Adão e Eva, dando origem à noção do pecado, essa maçã que foi responsável pela união afetiva do Homem na religião, segundo o clipe não obteve o mesmo sucesso na ciência, o clipe brinca com as teorias evolucionista e criacionista, esse encontro se torna impossível, como a letra mesmo comprova: “24 horas depois o Sol se pôs e a Lua nasceu”.
Outro fator do qual possamos relacionar a maçã é uma obra do pintor surrealista René Magritte, o artista em sua obra “Isso não é uma maçã” desenha a figura da fruta, porém, o título da obra nos leva há um questionamento, afinal se está desenhada uma maçã, porque se chama “isso não é uma maçã”?  Magritte intitula dessa maneira, pois a maçã é algo que tem um cheiro e textura específica do qual podemos saborear, a figura da maçã não tem o mesmo cheiro e textura da fruta, tampouco o mesmo gosto, sendo assim, aquilo é uma figura e não uma maçã. Essa mesma relação vale para os pensamentos da Lua perante o Sol, se ambos não podem se tocar esse sentimento que os envolve não pode ser considerado amor, isso justifica a não aceitação do personagem Lua.
Por fim, o eclipse, o momento em que Sol e Lua se encontram, esse fenômeno é estudado pelo personagem Sol e entregue para a Lua, porém, não há convence, afinal apesar de belo ele é raro, mesmo assim não deixa de ser único, assim como o amor do Sol e da Lua.

René Magritte - Isso não é uma maçã